Porta-Curtas |
Blog: Dicas digitais
Criada por zezepina
Última modificação em Seg 31 de Jul, 2006 22:38 UTC
Descrição: Algumas dicas para quem produz basicamente em equipamento digital
Na imagem de um poste preto com uma parede branca ao fundo, se o mesmo estiver focalizado haverá um contraste bem definido na imagem: uma linha vertical divide a imagem, preta para um lado (poste), branca para outro (parede). Se no entanto estiver desfocado, não haverá uma linha divisória: o preto vai-se tornando cinza escuro, depois claro e depois branco, ou seja, o contorno é borrado, não é nítido. E é assim que funciona o microprocessador: tenta identificar linhas divisórias nítidas de contraste. No exemplo, se o contraste é baixo, emite uma ordem para um micromotor afastar um pouco as lentes e armazena a imagem novamente. Compara a seguir com a imagem anterior: se o contraste aumentou, continua acionando o motor e efetuando comparações, até atingir o maior nível de contraste possível. A partir de determinado ponto no entanto, estando a imagem bem nítida, um próximo afastamento das lentes vai diminuir novamente o contraste. Então o microprocessador percebe que atingiu o ponto de foco na posição anterior e retorna as lentes para o ponto anterior. É por isso que vemos o ir e vir do foco até que o sistema encontre o ponto ideal. De posse dessas informações, podemos concluir os dois fatores que facilitam a focalização automática: a existência de contraste na imagem e a existência de luz. Se no exemplo a parede do fundo do poste fosse também preta, o sistema teria dificuldade em achar o foco (até poderia não conseguir). Por outro lado, se o local estivesse escuro, a mesma dificuldade apareceria. Assim, a dica para facilitar o foco automático é apontar a câmera para locais iluminados e com contraste. Em determinadas situações, como tentar focalizar uma camiseta uniformemente branca de alguém pode ser utilizado um truque, que consiste em desviar a câmera para algo que possua contraste (o colar que a pessoa usa por exemplo). A câmera vai conseguir fazer o foco. A seguir, volta-se a enquadrar a parte homegênia (camiseta) por exemplo. Esse truque pode ser utilizado sempre que percebermos a câmera em dificuldade para focalizar uma determinada cena. Como opção, se a duração da cena for razoável, pode valer a pena travar o foco nesse momento, passando para manual. Em locais com pouca iluminação o mesmo problema pode ocorrer. Neste caso, o melhor é desligar o foco automático e trabalhar com o manual.
Lembrar de efetuar o reajuste do branco (bater o branco) sempre que as condições de iluminação do local mudarem (novas luzes acesas / apagadas, horários do dia, nuvens / Sol), o próprio local for alterado ou até mesmo, dependendo do caso, a posição da câmera (para onde a mesma aponta) mudar, se passar a enquadrar coisas / pessoas iluminadas através de fontes de luz com temperaturas diferentes em relação ao que era enquadrado antes. Evidentemente em algumas situações, como shows por exemplo, a variação nas tonalidades e intensidade das cores faz parte do mesmo; neste caso, o balanço automático da câmera deve ser desligado e a mesma ajustada para alguma posição pré-definida, como luz de interiores por exemplo. Esta situação pode se apresentar antes do início do show, quando a iluminação predominante geralmente é neutra. Deve-se ter o cuidado de, ao efetuar o ajuste manual do branco (bater o branco), garantir que o objeto de cor branca para o qual a câmera aponta durante o ajuste recebe a mesma iluminação que o objeto / pessoa a ser gravado. Em um exemplo mais simples, seria incorreto efetuar o ajuste apontando para um cartão branco localizado na sombra, onde também está a câmera, quando será gravada a imagem de uma pessoa que está no Sol. Além disto, ao efetuar o ajuste, a câmera deve enquadrar totalmente o objeto branco, para evitar a invasão de cores diferentes que poderiam alterar a precisão do ajuste. O ideal é fazer a captura das imagens com o balanço do branco corretamente ajustado, seja na forma automática existente em algumas câmeras, seja no modo manual. No entanto, na fase de pós-produção, é possível "bater o branco" digitalmente, através de um recurso deste tipo existente em alguns programas de edição. O resultado não será preciso como o obtido durante a fase de captura, mas pode "salvar" imagens capturadas sem que se tenha feito o ajuste correto. A função funciona informando-se para o programa um determinado trecho da imagem que deveria ser considerado branco. O sistema então ajusta as proporções das cores básicas RGB na cena de modo a equilibrar a coloração geral, tal como ocorreria se o mesmo tivesse sido feito na câmera, no momento da captura. Efeitos podem ser obtidos na imagem ao fazer-se erroneamente o balanço do branco. Assim, ao utilizar o ajuste para cenas exteriores em cenas interiores, as imagens terão um tom alaranjado. O inverso acarretará tons azulados. É possível ir além, e utilizar o batimento do branco da câmera, porém ao invés de utilizar um cartão ou parede branca, fazer esse batimento usando superfícies ou locais com outras cores. Assim, o batimento enquadrando no visor o azul do céu fará com que as imagens fiquem com uma tonalidade sépia por exemplo ou lâmpadas fluorescentes causarão tonalidade rosa em imagens em exteriores. E assim por diante, diversas opções podem ser tentadas e experimentadas.
Um exemplo de situação é a gravação com o zoom em posição tele de pessoas representando uma peça no palco de um teatro, estando a câmera na platéia. O espaço no palco é amplo o suficiente para que um ator em primeiro plano fique em foco, enquanto um situado alguns metros atrás dele fique desfocado. Se a intenção é apresentar todos em foco, o zoom deve ser avançado em direção à tele até ser enquadrado algum detalhe do personagem ao fundo. Aguardar então alguns segundos para que o sistema automático estabeleça o foco. A seguir, mudar o foco de automático para manual, travando-o assim nesta posição. Ao abrir-se novamente o zoom, tanto o ator em primeiro plano como o em segundo plano estarão sempre em foco, ainda que movimentem-se na região onde estavam no palco. Ver foco automático e zoom. Para travar o foco a maioria das câmeras dos segmentos consumidor e semi-profissional possui um botão para ligar / desligar o foco automático (câmeras profissionais não possuem este controle porque não possuem foco automático). Em situações onde a câmera está em uma posição fixa e também o objeto ou pessoa sendo gravados, porém entre os dois existem objetos móveis, como pessoas passando por exemplo, a dica é desligar o foco automático, pois a passagem dessas pessoas (por exemplo) fará com que o mesmo tente efetuar uma re-focalização. Para isso, deve-se inicialmente focalizar o assunto principal, com o auxílio do foco automático e, uma vez a imagem em foco, sem mover a câmera nem acionar o zoom, mudar a chave de foco da posição auto para manual. Não esquecer de, mudando-se a situação (posição da câmera / objeto / pessoa), voltar a chave para o foco automático, se assim for desejado.
Os melhores métodos para removê-la são pincéis - existem pincéis apropriados para este fim, com uma bolsa flexível de borracha conectada em sua base que, ao ser bombada, conjuga a ação do fluxo de ar com as cerdas do pincel. Outra opção são as latas de ar comprimido, cujo efeito pode ser melhorado se utilizadas juntamente com um pincel comum. Em uma emergência, o recurso de soprar sobre a lente, porém deve ser evitado uma vez que o ar que sai dos pulmões carrega micropartículas de vapor d'água misturada a impurezas. Uma vez removida a poeira, utilizar os kits apropriados para limpeza de lentes, comercializados em lojas de materiais fotográficos. Estes kits normalmente incluem um tecido especial - que não risca a superfície da lente - e um líquido especial para ser gotejado no tecido - não na superfície da lente. Evitar o uso de kits de limpeza destinados a lentes de óculos - geralmente são mais abrasivos, uma vez que a superfície desse tipo de lente geralmente não possui tratamentos especiais como a das objetivas, sendo portanto mais resistente à abrasividade. Não utilizar produtos comuns para limpeza de vidros utilizados em residências - eles podem literalmente dissolver a camada colorida protetora depositada na superfície da lente. Não utilizar tecidos de roupas, panos do tipo flanela, etc... : ainda que pareçam ao tato suaves, na verdade geralmente irão riscar a superfície da lente. Mais três dicas: a) lavar bem as mãos antes de iniciar a limpeza, com detergente, para evitar depósito de gordura na superfície do vidro durante sua manipulação; b) vestir durante o processo luvas de tecido - este tipo de luva (encontrada em lojas de acessórios para fotógrafos profissionais) são utilizadas normalmente em fotografia para manipulação de negativos; c) não utilizar demasiada força no processo de limpeza, para não danificar a camada colorida depositada sobre a lente. Mas a melhor maneira de proteger a delicada superfície da objetiva de sujeira é criar uma barreira física em frente à mesma, colocando na objetiva um inexpensivo filtro neutro que, em situações severas de sujeira ou riscos pode até ser trocado, devido ao seu baixo custo.
Tanto em um caso como em outro, para que a câmera possa 'enxergar' as gotas caindo, é necessário iluminá-las lateralmente em relação ao ângulo de visão da câmera, com uma fonte de luz muito potente (lembrar que embora possa chover com Sol, geralmente a chuva ocorre com céu encoberto ou à noite e essas situações são melhor aceitas pelo expectador, ou seja, a ilusão funciona melhor). Para melhorar ainda mais a visualização das gotas, o fundo deverá ser escuro. Como exemplo, um plástico opaco preto, suspenso de forma a ficar não muito próximo do primeiro plano (pessoa ou objeto que está sendo gravado), com várias plantas em frente ao mesmo. Todo esse fundo deverá ficar desfocado.
Se a câmera não possuir controle manual direto sobre a abertura do diafragma, pode ser tentado o aumento da velocidade do obturador - controle este presente na maioria das câmeras - que produzirá o mesmo efeito. A outra alternativa para se desfocar o fundo é simplesmente mover a câmera para mais próximo do objeto a ser focalizado: quanto menor esta distância, mais desfocado ficará o fundo atrás do mesmo.
<img src="http://pec.utopia.com.br/show_image.php?id=1149" widht="300" height="218" alt="Ilustração surround" title="Ilustração surround" align="left" style= "margin-right:8px; margin-top:2px"/>O esquema mais comum, principalmente em home theaters, emprega 6 caixas de som, 3 delas localizadas à frente do ouvinte: uma à sua esquerda, outra à sua direita e a terceira na posição intermediária (central) entre as duas (left, center, right). Duas outras caixas são colocadas atrás do ouvinte, uma à esquerda e outra à direita (left rear, right rear). E a sexta caixa não tem posição determinada: especializada em reproduzir sons graves, sua localização em relação ao ouvinte não é tão importante, pois o ouvido humano é muito pouco sensível à identificação do local de origem de sons graves do que de sons de outras frequências, como os médios e agudos. Geralmente 5 das 6 caixas tem construção idêntica: de tamanho normalmente pequeno, são especializadas na reprodução dos sons médios e agudos. A caixa que reproduz os sons graves é bem maior e mais pesada; com aspecto de um cubo, é conhecida como subwoofer. A figura abaixo ilustra uma disposição típica para essas caixas: Em um filme, a caixa central frontal é normalmente utilizada para os diálogos – deve ressaltar a fala das pessoas na tela; assim, em home theaters é geralmente colocada próxima da tela onde são exibidas as imagens, logo acima ou abaixo desta. As caixas frontais laterais reproduzem conteúdos com localização definida, como por exemplo o ruído do motor de um carro que se aproxima pela esquerda. A música geralmente predomina também nesses canais. Sons de explosões e outros efeitos tornam-se mais realistas com a ajuda dos canais traseiros e também, às vezes, do subwoofer. Existem outros esquemas, empregando maior número de caixas, geralmente encontrados em salas de cinema. Outros ainda empregam menos caixas, dispensando por exemplo o subwoofer ou ainda utilizando somente duas caixas frontais, como o tradicional arranjo dos amplificadores estéreo domésticos. Para obter o efeito surround a partir da trilha sonora gravada em mídias como DVD-Vídeo e películas cinematográficas, é necessário que essa trilha possibilite a geração dos diferentes canais a serem enviados às diferentes caixas acústicas. Processos especiais perrmitem codificar digitalmente vários canais em uma única trilha - tem-se assim um único bitstream (sinal digital composto por série de bits) a partir do qual durante a reprodução é possível recuperar individualmente cada um dos canais. A quantidade de canais codificada em uma trilha de áudio depende de diversos fatores relacionados à produção do material. Assim por exemplo, um filme muito antigo terá somente um canal de áudio - som monofônico. Quando um DVD-Vídeo com conteúdo assim gravado for reproduzido em um sistema de 6 caixas como o descrito acima, o som será direcionado somente para a caixa frontal central (a menos que alguma função especial no amplificador o reproduza igualmente nas demais caixas). Para indicar não só esse como também outros tipos de gravação, um símbolo indicativo é utilizado, reproduzindo a quantidade de canais e sua distribuição espacial como quadrados desenhados em uma linha em forma de quadrado.
Durante uma entrevista, pode ser interessante a captação paralela, além do som principal, do som existente no ambiente. Este procedimento pode ajudar a compor o clima do local e durante a edição as duas fontes sonoras podem ser ajustadas, aumentando-se ou abaixando-se seu volume ao longo do tempo gravado. Aqui, ao invés do procedimento de captar alguns minutos de som ambiente para eventual uso na montagem das cenas na edição, torna-se necessária a captação do som paralelo durante todo o tempo da gravação. Isto pode ser feito de duas maneiras: se a câmera possuir entrada estéreo, a mesma pode ser separada através de um cabo Y por exemplo, conectando-se dois microfones externos, um dedicado ao som principal e outro ao ambiente, posicionados em locais apropriados.
<img src="http://pec.utopia.com.br/show_image.php?id=1056" widht="157" height="103" alt="mixer" title="mixer" align="left" style= "margin-right:8px; margin-top:2px"/>O uso de um pequeno mixer facilita a operação, permitindo a conexão de mais microfones (entrevistado e entrevistador por exemplo), além de permitir o controle de seus volumes de forma independente. Outra forma é usar um gravador independente da câmera (ou até mesmo outra câmera sem uso no momento). Aparelhos de Mini-Disc por exemplo são excelentes para a tarefa, por serem portáteis e possuírem excelente qualidade sonora. Durante a edição, basta captar o som gravado em paralelo para ser acrescentado ao som principal. O único cuidado que deve-se ter, no caso de captação em paralelo, é com o sincronismo com o som principal: como exemplo, haveria um erro grave se um objeto caísse ao fundo da cena, e o som de sua queda não estivesse sincronizado, ou pior, atuasse como um 'eco' do captado, mais tênue, pelo microfone principal. Mas fazer esta sincronização é extremamente fácil: uma dica é simular uma claquete, batendo-se de maneira forte e seca dois pedaços de madeira um de encontro ao outro em frente à câmera, com o som sendo gravado pelos dois sistemas. Na edição, através da visualização, quadro a quadro, da cena das madeiras encontrando-se, é possível fazer a sincronização.
Deve-se ter cuidado também com adaptadores utilizados para mudar o diâmetro da rosca da objetiva, a fim de que acessórios com outros diâmetros possam ser encaixados. O problema surge quando o acessório a ser encaixado possui diâmetro menor do que o da câmera e um adaptador é utilizado: ao ser utilizada a posição grande angular, os quatro cantos da imagem ficarão escurecidos, por causa da sombra causada pelo acessório de menor diâmetro, efeito conhecido como vigneting.
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