As aulas serão substituídas por sessões com títulos do cinema nacional. Para o Projeto Lanterninha: Cinema vai à Escola, inaugurado hoje em sessão solene na Biblioteca Central (Barris), colégio é lugar de cineclube.

A lista inclui 12 filmes brasileiros, entre os quais A Máquina (João Falcão), Meninas (Sandra Werneck), Esses Moços (José Araripe Jr), Baile Perfumado (Paulo Caldas) e Saneamento Básico de Jorge Furtado. No roteiro, seções semanais seguidas de debates, sempre com a presença de um representante do filme (diretor, ator ou integrante da equipe técnica). Duas escolas por vez terão essa sessão especial, enquanto as outras continuam com as regulares. O primeiro encontro é com o filme Pro Dia Nascer Feliz, seguido de debate com o diretor João Jardim nas escolas Manuel Devoto e Luiz Vianna Filho.

Em tempos de cinema figurando na lista de vestibulares como o da Ufba, o projeto é boa notícia. Ainda mais quando na maioria das escolas (públicas e particulares) há uma carência em educação audiovisual.

Para a tristeza de muitos, como Tássio Takeda, 16, aluno do terceiro ano do Colégio Central e cinéfilo assumido. O Lanterninha veio para saciar uma sede antiga: “É a primeira vez que vou participar de projeto de cinema na escola. Isso é um avanço“. Tássio não tem restrição de gênero e aprovou as obras escolhidas. “Se pudesse sugerir, ia pedir pra passar alguma coisa de ficção científica“.

Videoteca – Os colégios contemplados vão receber acervo audiovisual com mais de 200 produções. A idéia é montar videotecas e tocar o projeto depois. A idealizadora do Lanterninha conta que ele é só o ponto de partida para a implementação da prática cineclubista. "Alunos e professores devem continuar a exibir filmes, em grêmios e organizações estudantis. Continuaremos apoiando para isso“.