Programação do Cineclube Casa Amarela
Obsessão Amorosa no Cine Clube Casa Amarela
Numa inédita programação trimestral, o Cineclube Casa Amarela apresenta dez filmes de dez grandes cineastas, variando entre nomes já imortalizados, como Otto Preminger e Alfred Hitchcock; e atuais nomes celebrados, como Pedro Almodóvar e David Lynch. A programação é diversificada, mas o tema é o mesmo: obsessão amorosa. Através deste mote o cineclube propõe um mergulho intimista no estilo de cada um desses diretores. Será exposto também um painel com fotos e textos sobre as personalidades homenageadas.
MARÇO
05.03 - DR. GOGOL, O MÉDICO LOUCO (Mad Love, 1935. D: Karl Freund. 68 min)
12. 03 - LAURA (Laura, 1944. D: Otto Preminger. 88 min)
19.03 - AMAR FOI MINHA RUÍNA (Leave Her To Heaven, 1945. D: John. M. Stahl. 110 min)
ABRIL
02.04 - UM CORPO QUE CAI (Vertigo, 1958. D: Alfred Hitchcock. 129 min)
09.04 - UM SÓ PECADO (La Peau Douce, 1964. D: François Truffaut. 119 min)
16.04 - O COLECIONADOR (The Collector, 1965. D: William Wyler. 119 min)
23.04 - PERVERSA PAIXÃO (Play Misty For Me, 1971. D: Clint Eastwood. 102 min)
MAIO
07.05 - NÃO AMARÁS (Krótki Film o Milosci, 1988. D: Krzysztof Kielowski. 86 min)
14.05 - ATA-ME (¡Átame!, 1990. D: Pedro Almodóvar. 111 min)
21.05 - ESTRADA PERDIDA (Lost Highway, 1997. D: David Lynch. 135 min)
''As exibições dos filmes acontecem todas as sextas-feiras, não é cobrada taxa de manutenção, à partir das 19h00, na Casa Amarela Eusélio Oliveira – Cine Benjamin Abrahão.
Av. da Universidade, 2591 - Benfica - 60020-180 - Fortaleza – CE.''
Gostaria de informá-los que o cineclube estará de volta às suas programações.
Agora, todas as segundas-feiras, na Casa Amarela, no mesmo horário de sempre: 19h.
A cada filme, um debate em seguida sobre a estética fílmica abordada, o(a) diretor(a) e/ou o filme exibido. A mudança do dia deu-se porque agora o Cine Benjamim Abrahão virou uma sala de cinema comercial, e estará exibindo filmes em película, tais como são exibidos em salas como o Unibanco, o Benfica, dentre outros. Filmes em circuito comercial estarão sendo exibidos por lá, de excelente qualidade, para o grande público.
O cineclube, como sempre, continuará GRATUITO em suas programações. Só que nossas exibições mudaram o dia para a SEGUNDA-FEIRA, e não mais às sextas, como era de costume.
Sendo assim, aproveito o momento do informe para divulgar a
Em junho, no CineClube Casa Amarela, três representativos filmes em que o futebol é a principal estrela, na mostra
(Alemanha, 1972), de Wim Wenders
(Alemanha, 2003), de Sönke Wortmann
(Brasil, 1967), de Milton Amaral
Serviço
Cine Benjamin Abrahão
Av. da Universidade, 2591
Benfica - 60020-180
Fortaleza – CE
Sempre às segundas-feiras, 19h.
A curadoria do cineclube resolveu contemplar os 4 dias de exibição da seguinte maneira (seguindo a temática acima escolhida)
8/05/06
Uma diretora pioneira - Leni Riefenstahl
"O TRIUNFO DA VONTADE"
15/05/06
Uma americana - Ida Lupino
"O Mundo Odeia-me"
22/05/06
Uma européia - Asia Argento
"Maldito Coração"
29/05/06
Uma brasileira - Gilda de Abreu
"O Ébrio"
LENI RIEFENSTAHL:
Leni Riefenstahl era a cineasta do Nazismo; ela, que tinha o domínio da técnica e contava com a máquina nazista para fazer seus filmes grandiosos, foi a que criou, por exemplo, o símbolo da tocha olímpica. Bailarina, artista, diretora e cineasta, Leni Riefenstahl, nascida em Berlim em 1902, tornou-se a principal musa do movimento nazista na década de 1930. Adolf Hitler, reconhecendo de imediato o seu grande talento, encarregou-a de ser a documentarista oficial do regime. Alguém que ao mesmo tempo em que registrava no celulóide as grandes aparições das massas, do Führer e do seu partido, expressasse uma estética adequada a chamada Nova Ordem.
IDA LUPINO:
Lupino foi a diretora americana mais importante, pioneira na época em que o cinema americano era dominado por homens; ela chegou a ser apelidada de "Hitchcock feminina". Todos vocês deveriam reconhecer a importância da Ida Lupino, que era atriz e se tornou uma importante realizadora na época do cinema noir. Não tem profissional mais importante do que a Ida Lupino no cinema clássico hollywoodiano.
Uma das mais produtivas diretoras de todos os tempos. Entre 1949 e 1954, Ida Lupino (1917-1995) escreveu e dirigiu seis filmes em sua própria companhia, ''The Filmmakers", enquanto atuava em outros sete filmes dirigidos por outros. Como a pioneira Lois Weber, Lupino usava assuntos polêmicos, de consciência social que resultavam em temas para seus filmes como: estupros, biganúa, paralisia infantil, mães solteiras. E como Weber, ela transferia esses tópicos para seu tempo onde eles trariam, no mínimo, controvérsia. Mas, diferentemente de Weber, Lupino era antes de tudo uma "entertainer" e não uma pregadora. E por trabalhar também como atriz, Lupino sabia atuar, literalmente, do outro lado.
ASIA ARGENTO:
Asia Argento, que no momento está fazendo filmes melhores que o pai, garante a renovação da geração de mulheres cineastas. Ainda acho que a Asia daria o aspecto 'muderno' à coisa, fazendo com que essa mostra minúscula seja abrangente de um universo imenso, indo dos delírios nazistas ao cinema contemporâneo.
GILDA DE ABREU:
No Brasil, como são poucas as opções, acho melhor dar um jeito de conseguir O ÉBRIO e valorizar a Gilda de Abreu (talvez a primeira diretora brasileira, quem sabe?) e evitar coisas como Ana Carolina e Sandra Werneck. Se tem que ter brasileira, acho que deveria partir para a 'pioneira' Gilda de Abreu. A Gilda de Abreu era casada com o Vicente Celestino e considerada precursora do cinema de autor no Brasil.
Nascida em Paris, filha de uma cantora lírica e de um médico, Gilda de Abreu foi mais que primeira cineasta do País. Cantora que se revelou uma excelente soprano do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, como intérprete de óperas de Rossini, Offenbach e Delibes, Gilda também abraçou o teatro musicado, foi atriz de cinema e compositora de várias canções. Como diretora e roteirista, esteve à frente de filmes como Pinguinho de Gente e O Ébrio, este último inspirado em composição de sucesso de seu marido, o cantor Vicente Celestino, com quem se casou em 1933. Artista completa que mergulhou de cabeça nos meandros da criação e da interpretação, Gilda também foi atriz, roteirista e diretora do filme Coração Materno, sucesso de público em 1950, além de ter produzido vários documentários e curtas-metragens. Seus filmes,
que se tornaram material obrigatório de estudo para cinéfilos, retratam a fase pioneira do cinema nacional.
Carolinne Vieira
3497-7995
Beatriz Saldanha
www.casaamarela.org.br/cineclube
Agora, todas as segundas-feiras, na Casa Amarela, no mesmo horário de sempre: 19h.
A cada filme, um debate em seguida sobre a estética fílmica abordada, o(a) diretor(a) e/ou o filme exibido. A mudança do dia deu-se porque agora o Cine Benjamim Abrahão virou uma sala de cinema comercial, e estará exibindo filmes em película, tais como são exibidos em salas como o Unibanco, o Benfica, dentre outros. Filmes em circuito comercial estarão sendo exibidos por lá, de excelente qualidade, para o grande público.
O cineclube, como sempre, continuará GRATUITO em suas programações. Só que nossas exibições mudaram o dia para a SEGUNDA-FEIRA, e não mais às sextas, como era de costume.
Sendo assim, aproveito o momento do informe para divulgar a
MOSTRA DE JUNHO
Em junho, no CineClube Casa Amarela, três representativos filmes em que o futebol é a principal estrela, na mostra
O CINEMA DE CHUTEIRAS.
12/06: O MEDO DO GOLEIRO DIANTE DO PÊNALTI
(Alemanha, 1972), de Wim Wenders
19/06: O MILAGRE DE BERNA
(Alemanha, 2003), de Sönke Wortmann
26/06: O CORINTIANO
(Brasil, 1967), de Milton AmaralServiço
Cineclube Casa Amarela
Casa Amarela Eusélio OliveiraCine Benjamin Abrahão
Av. da Universidade, 2591
Benfica - 60020-180
Fortaleza – CE
MOSTRA DE MAIO
A curadoria do cineclube resolveu contemplar os 4 dias de exibição da seguinte maneira (seguindo a temática acima escolhida)
Uma diretora pioneira - Leni Riefenstahl
"O TRIUNFO DA VONTADE"
Uma americana - Ida Lupino
"O Mundo Odeia-me"
Uma européia - Asia Argento
"Maldito Coração"
Uma brasileira - Gilda de Abreu
"O Ébrio"
Aqui, esboço uma pequena biografia sobre cada diretora.
LENI RIEFENSTAHL:
Leni Riefenstahl era a cineasta do Nazismo; ela, que tinha o domínio da técnica e contava com a máquina nazista para fazer seus filmes grandiosos, foi a que criou, por exemplo, o símbolo da tocha olímpica. Bailarina, artista, diretora e cineasta, Leni Riefenstahl, nascida em Berlim em 1902, tornou-se a principal musa do movimento nazista na década de 1930. Adolf Hitler, reconhecendo de imediato o seu grande talento, encarregou-a de ser a documentarista oficial do regime. Alguém que ao mesmo tempo em que registrava no celulóide as grandes aparições das massas, do Führer e do seu partido, expressasse uma estética adequada a chamada Nova Ordem.
IDA LUPINO:
Lupino foi a diretora americana mais importante, pioneira na época em que o cinema americano era dominado por homens; ela chegou a ser apelidada de "Hitchcock feminina". Todos vocês deveriam reconhecer a importância da Ida Lupino, que era atriz e se tornou uma importante realizadora na época do cinema noir. Não tem profissional mais importante do que a Ida Lupino no cinema clássico hollywoodiano.
Uma das mais produtivas diretoras de todos os tempos. Entre 1949 e 1954, Ida Lupino (1917-1995) escreveu e dirigiu seis filmes em sua própria companhia, ''The Filmmakers", enquanto atuava em outros sete filmes dirigidos por outros. Como a pioneira Lois Weber, Lupino usava assuntos polêmicos, de consciência social que resultavam em temas para seus filmes como: estupros, biganúa, paralisia infantil, mães solteiras. E como Weber, ela transferia esses tópicos para seu tempo onde eles trariam, no mínimo, controvérsia. Mas, diferentemente de Weber, Lupino era antes de tudo uma "entertainer" e não uma pregadora. E por trabalhar também como atriz, Lupino sabia atuar, literalmente, do outro lado.
ASIA ARGENTO:
Asia Argento, que no momento está fazendo filmes melhores que o pai, garante a renovação da geração de mulheres cineastas. Ainda acho que a Asia daria o aspecto 'muderno' à coisa, fazendo com que essa mostra minúscula seja abrangente de um universo imenso, indo dos delírios nazistas ao cinema contemporâneo.
GILDA DE ABREU:
No Brasil, como são poucas as opções, acho melhor dar um jeito de conseguir O ÉBRIO e valorizar a Gilda de Abreu (talvez a primeira diretora brasileira, quem sabe?) e evitar coisas como Ana Carolina e Sandra Werneck. Se tem que ter brasileira, acho que deveria partir para a 'pioneira' Gilda de Abreu. A Gilda de Abreu era casada com o Vicente Celestino e considerada precursora do cinema de autor no Brasil.
Nascida em Paris, filha de uma cantora lírica e de um médico, Gilda de Abreu foi mais que primeira cineasta do País. Cantora que se revelou uma excelente soprano do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, como intérprete de óperas de Rossini, Offenbach e Delibes, Gilda também abraçou o teatro musicado, foi atriz de cinema e compositora de várias canções. Como diretora e roteirista, esteve à frente de filmes como Pinguinho de Gente e O Ébrio, este último inspirado em composição de sucesso de seu marido, o cantor Vicente Celestino, com quem se casou em 1933. Artista completa que mergulhou de cabeça nos meandros da criação e da interpretação, Gilda também foi atriz, roteirista e diretora do filme Coração Materno, sucesso de público em 1950, além de ter produzido vários documentários e curtas-metragens. Seus filmes,
que se tornaram material obrigatório de estudo para cinéfilos, retratam a fase pioneira do cinema nacional.
Mais informações:
CineClube - Casa Amarela
Programação de Janeiro
06/01/2006 - Um Cão Andaluz (1929) e A Idade do Ouro (1930)
13/01/2006 - Os Esquecidos (1950)
20/01/2006 - Ensaio de um Crime (1954)
27/01/2006 - A Bela da Tarde (1966)
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Ciclo Luis Buñuel – Mestre do Surrealismo no Cinema
Como se sabe, Luis Buñuel é notadamente conhecido como o “mestre do surrealismo no cinema”. Tido por anarquista e iconoclasta, Buñuel é autor de uma das obras mais influentes e agressivas da história da sétima arte. Seus filmes contestam a ordem estabelecida, são insólitos, obsessivamente transgressores sempre impregnados com o tema da morte, do sexo e da religião.
Sem dúvida alguma, Buñuel foi sim um dos mais consagrados e polêmicos cineastas, não só da Espanha, mas de todo o Mundo. Além do duro ataque aos burgueses, Buñuel também combateu, com seus filmes, questões como a religião e o sexo, tudo sempre acompanhado de um certo toque de surrealismo. De uma forma ou de outra, Buñuel sabia enxergar além de muitos cineastas. Tomou seus filmes como uma excelente oportunidade de alfinetar, através de seu seus personagens, a luxúria doentia, as manias burguesas e o fanatismo religioso, em especial, o da Igreja Católica.
Para homenagear esse grande cineasta, o CineClube Casa Amarela dedica a programação de janeiro a exibição de alguns de seus principais filmes.
Sua estréia no cinema se dá através do curta-metragem surrealista Um
No ano de 1946 vai para o México onde volta a filmar num país no qual a
No dia 20/01, será exibido a película Ensaio de um Crime (1954), um dos filmes fundamentais da fase mexicana do mestre Luis Buñuel (Viridiana). Conheça em flashback, a fascinante história de Archibaldo de La Cruz, que confessa ser um serial killer. Em interrogatório, conta à polícia reminiscências de sua vida, inclusive a origem de sua obsessão por mulheres. Mesclando
Para finalizar a mostra, será exibido, no dia 27/01, o filme A Bela da Tarde (1966), ao qual Buñuel obtêm sucesso de público no mundo inteiro ao contar a história de uma dona de casa rica e bem casada que decide ocupar suas tardes trabalhando em um bordel. Com Catherine Deneuve o filme ganha o prêmio do Festival de Veneza de 1967. Sempre bem humorado, Buñuel costumava atribuir a boa bilheteria do filme às prostitutas do filme, mais do que ao seu trabalho de direção.
''As exibições dos filmes acontecem todas as sextas-feiras, não é cobrada taxa de manutenção, à partir das 19h00, na Casa Amarela Eusélio Oliveira – Cine Benjamin Abrahão.
Av. da Universidade, 2591 - Benfica - 60020-180 - Fortaleza – CE.''
